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Quando a dor vira companhia!

  • Foto do escritor: Rafael Gomes
    Rafael Gomes
  • 30 de jul.
  • 2 min de leitura

Segundo Hipócrates, “aliviar a dor é uma obra divina”. Graças ao avanço da ciência e tecnologia, e a um melhor entendimento da ampla diversidade das causas e manifestações de dor, a frase de Hipócrates vem ganhando cada vez mais força e propriedade.

Estima-se que no Brasil 75% das pessoas que procuram atendimento no sistema de saúde tem a dor como queixa. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% da população sofre com dores crônicas. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED) estima que este índice chegue a 37%. Um número realmente assustador.

A dor é uma doença invisível e de características multifatoriais. Abrange pessoas independente de raça, sexo, credo, idade, classe social, condições socioeconômicas.  Envolve questões psicológicas, emocionais, socioculturais e neurofisiológicas. Por infelicidade nem sempre merece a atenção necessária na formação de médicos e outros profissionais da saúde. Muitas vezes “passa batida”. Mal sabem eles, que no futuro, a grande parte das queixas que atenderão em seus consultórios, ambulatórios, pronto-socorro, unidades básicas de saúde entre outros será ela, a impiedosa: dor.

O tratamento da dor SEMPRE deve ser multidisciplinar. Deve envolver em primeiro lugar o paciente, maior interessado em resolver ou amenizar seu problema. Depois entram em jogo médicos, muitas vezes das mais variadas especialidades, Médico da Dor, Clínico Geral, Psiquiatras, Psicólogos, Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas, Medicina Intervencionista entre outros não mencionados aqui, porém não menos importantes. É através dessa multidisciplinariedade que irá se atuar por vários ângulos, aparando várias arestas e com isso, ir com calma, paciência e resiliência, amenizando, resolvendo, tratando e curando sempre que possível o processo doloroso. Às vezes é uma tarefa árdua. Exige tempo. Titulação de doses, rever prescrições, efeitos colaterais, fazer o ajuste fino de medicações até encontrar a dose e a medicação certa. Não existe fórmula mágica. Nenhuma dor de um é igual a dor do outro. Muitas vezes o tratamento de um não serve para o outro. Tem que ser adaptado.

Para isso existe a Medicina da Dor. Para fazer esse ajuste fino e ajudar você, paciente, a enfrentar esse desafio.

 
 
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